quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cap. 3 - Regra de 3


Da porta de casa ao portão de casa, levo 3 minutos. Até lá já são 6:40 de cada manhã da semana. Até o ponto de ônibus levo 3 minutos. Até chegar ao fundo do ônibus já cheio, são mais 3 minutos. A primeira música que eu ouço no MP3 já no fundo do ônibus tem 3 minutos de audio. A cada 3 minutos o ônibus pára em um novo ponto. Quando desço do ônibus, ando cerca de 3 minutos até entrar no colégio, e são mais 3 até a minha sala de aula. se eu contar as mesas antes da minha eu conto 3! Minha turma é a C - terceira letra do alfabeto ! Meu quarto é o terceiro da casa, moro na casa 3, tenho três blogs contando com esse, meu nome completo é composto por três partes. O mundo é composto por tantos três, esse é o capítulo 3 do meu blog. Mas hoje você não tem 3 dias, 3 minutos, ou 3 segundos comigo...nem 2, nem 1 ! Hoje você morreu!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Cap 2 - Senti[mo]mentos.



Hoje eu digo: Pare!
Sim, apenas pare. Coloque a caneta na escrivaninha. Pause a melodia, a canção. Desligue a televisão. Agora que está parado, que está em silêncio, concentre-se!
Digo-lhe então: Pare e concentre-se!
Esqueça tudo por um momento, esqueça seus problemas, esqueça suas discussões, esqueça suas dores de cabeça, esqueça suas contas, esqueça suas notas, esqueça seu show, esqueça seu namorado, esqueça seu crime, esqueça sua pesca, esqueça a esquina, esqueça tudo! Por um momento, esqueça de tudo!
Respire bem fundo de duas a três vezes, com os olhos fechados, com a mente limpa, ouça o silêncio, parado.
Agora volte ! Pense no que te preocupa. A pesca, as notas, o namorado, as contas, o crime, o show, a dor de cabeça, os problemas, a esquina. Qual a razão dessa preocupação toda? Faz sentido pra você?
E se te falta uma resposta, eu te digo: PARE!
Pare - concentre-se - respire fundo, de olhos fechados - reflita! Até encontrar a resposta!

xxx

- Somos feitos de silêncio e sons ! - Lulu Santos.

domingo, 14 de setembro de 2008

Cap. 1 - O [re]começo.


Apesar de poder vir aqui e dizer que não tenho mais motivos para andar numa avenida em alguma tarde chuvosa, com alegria ao sentir as gotas caírem sobre mim, eu venho aqui dizer que sinto alegria ao saber que posso andar numa avenida, em alguma tarde chuvosa ao sentir as gotas caindo sobre mim. Não ter motivos para andar lá não significa que eu não sinta a alegria. Lá? Lá onde? Em qual avenida não tenho motivos para andar? O mundo é composto por infinitas avenidas e não sou eu quem vou contar todas apenas para postar aqui. O fato é que não há uma avenida em que eu tenha motivos para andar. Você pode andar em qualquer avenida, sem precisar de um motivo. Você pode ir comprar pipoca naquela avenida que é tão movimentada (justamente pela venda da pipoca). Você pode ir comprar sorvete naquela sorveteria, que onde fica mesmo? Ah, ali na avenida! Você pode ir na praça passar a tarde lendo seu livro atual, e onde fica a praça? Na avenida né? Você pode ir encontrar a sua mãe depois do serviço para irem fazer compras, e onde você encontra? Na avenida, um ponto fácil para as duas! Você pode marcar com o seu alvo um encontro, e pedir que ele vá sozinho. Onde? Na avenida! Ou pode voltar da escola pela avenida. Mas hoje, eu prefiro não ir lá. Não quero a avenida! Não tenho mais motivos para estar lá. Aqui, aqui mesmo, é o meu [re]começo. Esqueço a avenida!